Meu mundo após os 40 anos!

Hoje coloquei em prática mais uma das minhas resoluções para 2015: (re)iniciei as aulas de ioga. Foi ótimo. Ótimo, não. Foi incrível. Foi uma bênção na minha vida. Foi a melhor e maior resolução que eu poderia ter tomado em meu benefício nos últimos tempos. Jamile, minha professora da BIJAM YOGA, ali na rua Fernandes Vieira, entendeu direitinho meus anseios e desejos com as aulas.

Sofri! Nossa, como sofri neste recomeço. Senti como se meu corpo estivesse desatando muitos nós. Terei um trabalho árduo e danado para me tornar a iogue que fui um dia, mas vou chegar lá. No final da aula, conversava com a Jamile sobre as mudanças que os anos promovem no nosso corpo e no nosso metabolismo. Cada vez que toco neste assunto na minha casa, minha mãe manda eu calar a boca e diz que eu não sei o que é fazer 60. Não sei mesmo. Um dia, oxalá, venha a saber. Mas sei o que é fazer 40. E sei que 40 é um marco.

PARECE QUE TUDO CAI

Cai a visão, cai a velocidade do metabolismo, cai a facilidade de emagrecer, cai a capacidade de beber uns bons drinques numa noite e trabalhar como se nada tivesse acontecido na manhã seguinte. Tudo cai. Não estou reclamando, que fique claro. É apenas uma constatação. E encontrei na Jamile uma boa ouvinte.

CONTA O QUE ELA DISSE

QUE EU NÃO SEI O QUE É FAZER 50

Sério agora. Jamile ficou me contando de coisas que mudaram quando ela completou não 50, mas 52. E eu respondi “bingo”! Também senti mudanças não com 40, mas com 41. Achei que a coisa já tinha chegado ao seu limite. Mas então, ontem, cheguei aqui na redação e havia um cartãozinho na minha mesa. Peguei para ler, como sempre faço. Foi quando aproximei dos olhos e tudo embaralhou.

O QUE É ISSO?

Atirei aquele cartão longe e fiquei olhando meio de lado para ele. Peguei de novo e aproximei dos olhos. Tudo embaralhado de novo. Foi quando eu percebi que, aos 42, minha visão também estava pior. Eu não enxergava mais de perto. Me tornei, do dia para a noite, uma daquelas pessoas que vai ao restaurante e tem que afastar o cardápio para escolher o prato, sabe assim?

QUE MICO

Se antes eu fechava a boca, no outro dia acordava mais magra. Hoje, posso fechar a boca durante uma semana. Nada acontece. Se eu não me matar estrebuchada em cima daquela maldita esteira, não perco um grama. É lei: o metabolismo torna-se mais lento depois dos 45 anos porque, a partir dessa faixa etária, há redução da massa muscular, responsável também pela queima calórica. Unindo o sedentarismo à menopausa, tem-se o risco de ganhar cerca de meio quilo por ano.

MEIO QUILO POR ANO

A verdade é que, depois dos 40, o organismo entra em outro ritmo, motivado pelas mudanças hormonais. Não é mais apenas a dificuldade de engravidar ou de emagrecer que vem junto com a idade. Mas toda uma série de dificuldades de um conjunto de funções biológicas que é nosso corpo. Alterações na tonicidade muscular, na densidade óssea e no metabolismo acontecem. E não dá pra se entregar.

JAMAIS!

Fui estudar mais a fundo para entender porque sinto não ser mais a mesma depois dos 40 e descobri várias razões cientificamente comprovadas. Não é apenas uma impressão esta minha mudança. É fato. Nesta idade, costuma ocorrer a sarcopenia – nome que se dá à redução da tonicidade muscular. Ocorre principalmente a partir dos 45 anos, quando estima-se perder cerca de 200 gramas de músculo por ano. Ou seja: só piora.

SÓ PIORA

A gordura abdominal é outro fator… Abominável! Sim, eu sou uma pessoa com mais gordura abdominal – e ela apareceu do dia para a noite. Após os 40, o corpo feminino fica mais propenso ao aparecimento desta, digamos assim… Protuberância. E isso nem sempre é desleixo ou gula, sabe assim? E sou um exemplo vivo disso: me alimento como sempre me alimentei e não tenho mais o mesmo corpo.

… E TUDO VAI PIORAR

Próximo ao período da menopausa, os níveis de cortisol e insulina são reduzidos, o que incentiva o acúmulo de gordura justamente no abdome. Outra mudança impressionante que tenho sentido é na capacidade aeróbica. Ok, nunca fui muito de fazer exercício aeróbico, mas já sofri beeem menos. De novo é uma questão da idade: a capacidade aeróbica começa a ficar menos vigorosa ainda na juventude em torno dos 25 anos. A partir daí, o sistema cardiovascular sofrerá quedas de aproximadamente 10% a cada década.

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